Abuse da Luminosidade Natural Para Deixar o Seu Projeto Paisagístico Mais Destacado

Quem quer fazer um lindo e assertivo projeto de paisagismo e jardinagem deve se vale de todo o conhecimento necessário para um melhor aproveitamento dos recursos naturais que a própria natureza oferece. Não é tão necessária a contratação de um especialista em jardinagem ou paisagismo para alcançar aquele lindo projeto visto na revista. Basta saber escolher os elementos adequados ao espaço onde feito o jardim.  Também é possível fazer tudo isso e gastar menos do que seria o usual cobrado pelos profissionais que atuam nesse mercado.

Um dos truques mais oferecidos e usados por quem entende do assunto é apostar na própria luminosidade do ambiente. Água e luz são obviamente de toda importância a vida e beleza de qualquer planta. A intensidade luminosa mínima que uma planta necessita varia de 700 a 1 000 lux, porém, muitas plantas não tem seu metabolismo ativo enquanto a luminosidade não atinge 10 000 lux. Um dia nublado, com nuvens baixas, pode ter a luminosidade de 400 a 500 lux. Um dia ensolarado a luminosidade chega a 90 000 lux.

As plantas se desenvolverão melhor em sua residência, se estivem em uma situação próxima àquela experimentada em seu habitat natural, o qual se adaptou durante milhares de anos. Pelo tipo de folha ou  órgão essencial da planta,  que sempre busca a luz, pode-se saber qual a luminosidade necessária. Vale sempre lembrar que para aqueles que estão trabalhando sozinhos em projetos paisagísticos que as diferentes plantas precisam de diferente luminosidade. Então, procure escolher as que estão mais próximas umas das outras para não errar ou gastar desnecessariamente.

Aposte em plantas que tenham as folhas carnosas ou com espinhos, pois a manutenção delas é sempre menor e elas podem ficar ao pleno sol. São elas os cactos, suculentas, sanseveria sp, flor-de-maio, euforbiáceas. Já as plantas que tenham folhas coriáceas necessitam de pouca luz, ou seja, sem nada de sol. As plantas que possuem folhas pequenas, por sua vez, precisam de mais sol do que as anteriores. As asparagus sp são um caso bem típico.

Plantas com folhas grandes devem ser cultivadas a meia-sombra e sombra é o caso das monsteras sp, dos filodendros,  e dos antúrios.  Plantas com folhas variegadas em grande parte apreciam apenas a meia-sombra, evitando o sol pleno, é o caso das heras. Já na hora de escolher entre as plantas com folhas coloridas, saiba que elas devem ser cultivadas a meia-sombra e sombra. Dê atenção, portanto às begônias.

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Como Combater as Formigas Existentes nos Jardins?

Jardins requerem muitos cuidados, e um dos que mais atormentam as pessoas é em relação ao combate às formigas. As formigas vivem organizadas, estão presentes em nossa sociedade, e devem ser combatidas de maneira correta, caso contrário, acabam com o jardim, e não saem de lá de jeito nenhum.

Para quem não sabe, há mais de 7.500 espécies de formigas no mundo, distribuídas em quase todas as regiões do planeta. Elas só não existem nos polos e em algumas ilhas oceânicas. O que para nós é visto como ‘inimigo’, tem importante papel  na natureza: quando escavam o chão, para construir formigueiros, elas afofam a terra e ao trazerem  folhas picadas para seu ninho, contribuem para a fertilização do solo. São elas muitas vezes que carregam sementes e ajudam a espalhar espécies nativas.

Há ainda algumas espécies de formigas que protegem determinadas plantas, espantando animais herbívoros, em troca de alimento e moradia. O problema é o desequilíbrio ecológico. Se elas estiverem impedindo o desenvolvimento da horta ou jardim, há receitas caseiras para combatê-las. O importante é não usar produto tóxico, o que a grande maioria faz – caso não tenha outra maneira, consulte um especialista em dedetização de jardins.

Existem diversas maneiras que podem ser usadas para combater as formigas de um jardim, sem ter de fazer uso de produtos tóxicos. Uma delas é o cultivo de gergelim bravo próximo ao formigueiro –  ajuda a eliminar o inseto. Também é possível,  simplesmente, espalhar sementes desta planta no caminho  traçado pelas formigas.

Há ainda outras receitinhas naturais ensinadas por alguns engenheiros agrônomos. Mudas de hortelã-pimenta, calêndula e batata-doce, distribuídas pelo local atacado pelas formigas costumam funcionar bem, já que estas plantas são repelentes naturais para as formigas.  Elas também fogem da lavanda, manjerona, cravo-da-índia e alho. Amarrar na planta um saquinho de gaze, ou outro tecido, cheio de pimenta vermelha, também é um jeitinho muito usado.

Uma boa possibilidade para acabar com o formigueiro é jogar água em alta temperatura misturada com um pouco de detergente. Costumar dissipar bem as formigas. Se as formigas estão atacando suas árvores, a dica é enrolar uma faixa melada com graxa ao redor dos troncos. Será um obstáculo intransponível. Em vez da faixa, dá para usar uma lata, com graxa na parte interna.

Vale lembrar que a formiga de solo, ou lavadeira, é mais fácil de combater. Esta espécie ataca rabanete, beterraba e cenoura, penetrando no solo e retirando as partes comestíveis, então caso as tenha em sua horta ou jardim, faça uso de algumas dessas dicas.

Como Criar Um Jardim Com Custo Bem Baixo

Ter um jardim parece ser uma coisa muito complicada e além de tudo, muito cara. Jardins de grande porte, de fato, demandam muitos cuidados e, por consequência, custo bem elevado com toda a manutenção necessária. No entanto, para quem quer e tem espaço disponível para ter um jardim, é possível cultivar um jardim sem ter um custo muito elevado. Dependendo da proposta, é possível cultivar um jardim com baixíssimo custo.

Há diversas ideias e possibilidades para ter um jardim de baixo custo. Para isso, opte por  caminhos e passeios ao longo do terreno em que será cultivado o jardim, isto evita muita manutenção com o corte de grama, adubação, plantio e cuidados com as plantas.

Para fazer caminhos e passeios, utilize cascalho, concreto, cimento moldado ou pavimento intertravado de cimento. Caso opte pela primeira opção que lhe demos, cascalho; certifique-se de o cascalho do tipo angular, caso contrário o terreno irá ficar escorregadio. Se utilizar peças de mármore, escolha um mármore angular (menos de ¼ de centímetro). Evite pedras de mármore redondas ou de outro tipo. Lembre-se que deverá tirar as ervas daninhas que for encontrando, à medida que vai construindo os seus passeios e caminhos.

Procure ainda investir em decoração no jardim. Decore os espaços cobertos ou pátios existentes com cadeiras econômicas e mesas ocasionais há vários modelos que podem ser encontrados em lojas de materiais de construção, ou lojas de artigos de decoração.  Visite lojas de artigos em segunda mão, há grandes achados nesses locais.

Use palets para fazer móveis decorativos também é uma ótima opção. Assim, é possível dar mais movimento ao jardim bem como funcionalidade.

Não se esqueça de colocar uma pequena fonte em seu jardim. Caso o orçamento esteja apertado, faça uma usando uma bomba de água simples. Sai bem em conta.

Não pague para cortar a grama, corte-a você mesmo. A grama deverá ser cortada aproximadamente a cada duas semanas durante os meses de verão, para que esta se mantenha saudável. Use um pouco de nitrogênio de liberação lenta para fertilizar a grama e ajudá-la a mantê-la verde. Considere a possibilidade de plantar a semente de festuca, a sua grama resiste melhor à seca e não precisa de uma grande quantidade de fertilizante para florescer. Com o dinheiro da paga ao jardineiro, dá para comprar um cortador de grama simples, cuja manipulação é muito fácil de fazer.

Faça canteiros de flores, invista em plantas de baixa manutenção  e não se esqueça de árvores verdes tanto de baixo como grande porte.

Como Escolher Grama Para o Jardim?

Na hora de fazer o projeto paisagístico de um jardim, uma das últimas tarefas é a escolha da grama. O que não deveria acontecer nessa ordem. A escolha da grama deve ser feita de acordo com todo o projeto desenvolvido de antemão, isto porque há diversas variáveis que devem ser consideradas na hora de fazer a escolha da grama. Isto inclui o tipo de solo, a quantidade de passadas que haverá no local, se há muita luz ou sombra e até mesmo se chove muito na região são detalhes que não podem ser deixados para a última hora.

 

O paisagista deve fazer uma avaliação do solo, do local e do clima onde a grama será plantada. No entanto, se o projeto for realizado para a sua casa mesmo e sem o auxílio deste profissional, o ideal é que sejam realizadas diversas leituras sobre o assunto, na sequência, um estudo prévio do local onde a grama será plantada e que sejam consideradas todas as dicas e advertências dadas pelos especialistas.

 

Cada jardim necessita de um tipo de grama. Vale lembrar que um bonito jardim com um gramado bem cuidado valoriza muito o imóvel térreo, além disso, o ambiente fica mais alegre para os seus moradores.

 

Existem diferentes tipos de gramas no mercado, e a escolha de um ou de outro dependerá de alguns detalhes, em especial dos efeitos estéticos que se queira promover. Então vale pensar nisso, antes de sair comprando qualquer tipo de grama.

 

Basicamente, no mercado interno nacional, há duas qualidades de gramas as quais são consideradas as mais comuns: a esmeralda e a são carlos. A mais utilizada e a menos custosa em termos econômicos é a esmeralda. Isto porque ela apresenta espessura mais fina, custo baixo, confere um ar mais delicado ao ambiente. Em locais onde há muita circulação de pessoas ela é a ideal.

 

Contudo, este tipo de grama não pode ser colocado em qualquer local, já que não aguenta, por exemplo, sombra. O ideal é que ela seja usada em locais de luminosidade frequente. Também não são as mais adequadas para jardins onde moram ou morarão cães e gatos. A urina do cachorro queima facilmente a grama esmeralda.

 

Por outro lado, a grama são carlos custa um pouco mais caro, no entanto é muito mais resistente ao sol assim como à sombra. Ela é um tipo de grama ideal para casas onde haja cães, por serem bem mais grossas em termos de espessura.

 

Como Estabelecer a Periodicidade da Rega das Plantas e Outros Cuidados

Um dos principais problemas que afetam as plantas na hora de fazer os cuidados gerais é a falta de água ou excesso dela. A falta ou excesso de água é um dos principais problemas de manutenção dos jardins domésticos.  E, para evitar este problema, a melhor maneira é estabelecer uma periodicidade de rega de planta. Para que isto aconteça, há dois meios: a observação diária e o conhecimento a respeito das plantas que fazem parte do seu jardim.

Não é possível generalizar a quantidade de regas das plantas de um jardim. Isto porque de maneira geral, há uma diversidade de espécies no local e, cada uma delas tem uma necessidade diferente em relação às demais. Além disso, cada localização corresponde uma exigência de umidade maior ou menor. O que de antemão deve sempre ser observado, são algumas características que ficam muito marcadas em plantas que sofrem com a falta de água, já que está costuma evidenciar mais os problemas.

Vela sempre observar que nem todos os jardins passaram por projetos paisagísticos. Por isso, é sempre recomendável que antes de sair plantando em um jardim, a pessoa faça uma consulta com um especialista. Obviamente, que aqueles que gostam de jardinagem, de paisagismo tendem a ter um conhecimento acerca do assunto, independente de suas formações. Para estes, além da observação o conhecimento ajudará a identificar os problemas por excesso ou falta de rega nas plantas.

Observe, portanto, se as plantas de seu jardim apresentam folhas murchas. Isto é um sinal de que elas estão precisando de água, ou por conta de excesso de calor, característico em  dias mais quentes, ou por ausência de rega, há dias.

Quando o dono do jardim se esquece por muitos dias de regar seu jardim, outra característica evidente é o solo. Observe se houve um afundamento de cerca de 5 centímetros. Isto não pé problema com o solo, mas com a falta de água na terra. Uma rega bem feita solucionará o problema.

Folhas de planta sem brilho ou enroladas também são sinônimas de falta de água. Em geral, se as plantas estiverem em vasos, estes também apresentarão sinais de falta de água, pontos brancos e terra seca serão visíveis.

Já por excesso de água, os sinais serão outros. As pontas das folhas das plantas são queimadas, além das superfícies da terra ou do vaso ficarem com excesso de brilho. Os talos das plantas ficam enrugados, há a presença de limosidade, bem como há um excesso de queda de folhas verdes.

Fique atento, portanto.

Dicas de Como Recuperar Plantas e Jardins Ressecados

Às vezes, mesmo quem trata as planta com cuidado e todo o carinho necessário pode se surpreender com alguns vasos completamente secos, cheios de flores e folhas murchas. De maneira geral,  isso acontece porque o solo ficou compacto e endurecido, impedindo a entrada da água. Nesse caso, é necessário tomar providências urgentes para evitar que a planta morra.

Há várias pequenas atitudes que permitem que aconteça a recuperação do solo, bem como das plantas de maneira eficaz, sem que seja necessária a visita de um profissional  especialista em cuidar de jardins ou manter projetos paisagísticos. Com alguns apetrechos, é fácil fazer a manutenção e a recuperação das plantas que estão sofrendo por falta de manutenção adequada.

Com um garfo, tente quebrar o torrão sem danificar as raízes. Em seguida, mergulhe inteiramente o vaso num balde de água, deixando apenas as folhas para fora. Borrife a folhagem com água e mantenha o recipiente submerso até pararem de subir bolhas de ar. Então, retire a planta do balde e deixe o excesso de água escorrer pelo furo de drenagem.

Aproveite a terra úmida e revolva mais profundamente o solo. Se der, substitua a camada superficial por um substrato novo. Se ainda em  algumas semanas a planta tornar a ficar murcha e ressentida, o único jeito é substituir inteiramente o substrato por uma terra nova, bem solta e rica em nutrientes.

Também é interessante salientar que não é somente por falta de água que as plantas de um jardim podem estar com aparência desgastada, ressecada. Há vários outros problemas que podem estar diretamente relacionados à saúde das plantas.

E como fazer para identificar tais problemas? Basta que aconteça uma observação assertiva por parte de quem faz a manutenção do jardim. É importante observar, por exemplo, se há uma baixa umidade atmosférica do ar. Nesse caso, é muito corriqueiro que as plantas apresentem além do ressecamento, também pontas amareladas e / ou marrons.

Existe ainda uma outra possibilidade, que acontece com certa frequência por parte de quem não possui lá muito conhecimento em preparo de solo: uso excessivo de fertilizantes também pode causar ressecamento nas plantas.

Além disso, é sempre importante verificar se o substrato está retendo líquido suficiente no fundo do solo. Em muitos casos, a simples troca do substrato, ou a reposição dele podem ser suficientes para recuperar as plantas e deixá-las com um ar de mais saudável.